E para acabar a história só falta a partida...Nada como reler esta passagem da crónica do Torgut
Sobre este dia de trânsito não haverá muito para contar. Na realidade são dois dias, ou talvez não, tudo dependendo de como se considerarem os fusos horários. Na véspera, começo logo pela manhã com um comboio Faro – Lisboa; uma tarde relaxada pelo agradável passeio da Expo e então, o primeiro enorme stress: chegando à porta de embarque do terminal 2 da Portela… o meu colete… não está comigo… felizmente tinha tirado a carteira para umas compras no hipermercado do Jumbo, e o passaporte, ao contrário do que é habitual, estava na mochila (algo de que só me lembrei mais tarde, portanto, o primeiro pensamento foi: – “Pronto, não vai haver viagem à Ásia”.
Saí esbaforido do terminal, vejo um táxi a arrancar, como num filme corro atrás dele, gritando… “- Táxi, táxi”. O homem pára. Pergunto se está livre. Não. Foi chamado. Imploro-lhe que tenha dó, que me leve ali só ao Vasco da Gama, que tenho agora um voo e perdi lá o passaporte. O condutor acede e faço o percurso com um “certo” nervosismo.
Entro no centro comercial a correr, dou com o sítio onde o colete deveria ter ficado esquecido, mas não está lá. Percorro os corredores em busca de um segurança que não encontro. Os minutos passam. Tenho algum tempo mas em breve a margem de conforto para resolver isto diluir-se-á. Já fiz o inventário mental das perdas: o GPS (o pior de tudo), o telemóvel, carregadores e cabos para tudo, uma lente fotográfica e nada de mais. Por esta altura já percebi que mesmo com este contratempo a viagem irá acontecer, mas mesmo assim…..
Este foi o "stress" do Torgut. Na minha viagem a Paris aconteceu um cena parecida...
Saio de casa com calma e com as verificações feitas. Bilhetes, Cartão de Cidadão, etc.
Táxi à porta à hora marcada. Muito trânsito na 2ªcircular, mas tudo bem, iamos com tempo de utilizar pela primeira vez o Terminal 2 da Portela. Quando era utilizado para os voos domésticos nunca fiz nenhum, o ano passado quando fui a S.Miguel já os tinham trocado para o Terminal 1. Assim é a primeira vez que viajo em low-cost (e sem ser em low-cost...) para o estrangeiro desde que passaram a utiliziar o T2.
Chegada ao balcão (porque felizmente levávamos uma mala de porão) e "os vossos CC estão expirados...". Com os passaportes toda a gente se lembra de verificar as datas e os 6 meses e tal, mas com o CC nunca me lembraria de tal (até porque é a primeira vez que o vou renovar).
Stress total. Tinhamos cerca de 1h para ir a casa, encontrar os passaports e voltar ao aeroporto antes do embarque das malas fechar.
Até pode ser muito tempo num dia com pouco trânsito. Não é de certeza o caso de uma 5ªfeira de manhã...
Saída a correr. Apanhar um táxi que tinha acabado de deixar um casal que também seguia para Paris, explicar a situação e pé na tábua.
Felizmente tivemos muita sorte com o motorista que apanhámos. Um à antiga que sabe os truques todos e que não usa cá GPS. Para Pedralvas pela Av. Brasil, Cidade Universitária, Hospital de Santa Maria, Av. Lusíada foi uma maravilha. Entre sair do táxi, subir a casa, encontrar os passaportes e voltar ao táxi, não foram mais de 5m. Mas ainda faltava o mais difícil. Previsivelmente o caminho mais condicionado de todos. Mas o nosso motorista, lá se meteu por Carnide, Largo da Luz, Telheiras e não sei mais o quê e foi sair ao pé do estádio do Sporting com o pior da 2ªcircular já passado. Em resumo. Ainda chegámos ao balcão uns bons 5m e 30s antes do fecho.
Nunca me tinha acontecido uma destas. Lá fomos para Paris à antiga com passaporte... Visto agora até foi giro
