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Por Lisboa com Ricardo Reis by Saramago by corvos

MensagemEnviado: quinta 26 dez 2013, 12:58
por jasafara
Ricardo Reis um dos heterónimos de Fernando Pessoa, na sua biografia "oficial", nasceu e cresceu no Porto e expatriou-se para o Brasil em 1919 não havendo registos da sua morte. José Saramago decidiu n' "O Ano da Morte de Ricardo Reis" que ele teria regressado a Portugal, mais precisamente a Lisboa onde viria a morrer em 1936...

E foi assim que a partir de um percurso ficcionado de uma personagem fictícia que os corvos decidiram dar alguma substancia, geo-referenciando os sítios indicados e ilustrando a viagem com as suas fotos.

Como sabem (e quem não sabe fica a saber :)) os corvos são uns apaixonados de Lisboa como muitos dos seus logs bem revelam e espero para uma próxima edição da geomagazine/artigo conseguir um roteiro de Lisboa verdadeiramente by corvos.

Mas por enquanto convido-os a visitar Lisboa pelos passos de Ricardo Reis num belo artigo da GeoMagazine #6.

Uma revista tem exigências de paginação que não permitem utilizar todo o material disponível. Assim deixo aqui as restantes fotos dos corvos não utilizadas na revista.

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Re: Por Lisboa com Ricardo Reis by Saramago by corvos

MensagemEnviado: quinta 26 dez 2013, 13:13
por paulohercules
«O Brasão de Armas de Lisboa compreende um escudo de ouro com um barco negro, realçado de prata e interiormente de prata realçado de negro, um corvo na popa e um corvo na proa.
O barco assenta num mar de sete faixas onduladas, quatro de verde e três de prata.
Apresenta a coroa mural de cinco torres denotando o estatuto de cidade, e dourada, à razão da capitalidade.
Envolvendo o escudo está o colar da Ordem da Torre e Espada, e um listel que se lê em negro:
"MUI NOBRE E SEMPRE LEAL CIDADE DE LISBOA".»

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Fonte: Wikipédia

Nota: Negrito e sublinhado editado por mim.

Re: Por Lisboa com Ricardo Reis by Saramago by corvos

MensagemEnviado: quinta 26 dez 2013, 13:16
por jasafara
E no site da CML a explicação para os corvos

Ainda nos tempos do Imperador Dioccleciano, aquando da perseguição aos cristãos, faleceu, martirizado às mãos do impiedoso Governador de Valencia, Públio Daciano, o Diácono Vicente, do Bispado de Saragoça, no ano 304 da era cristã. Depois da sua morte “Mandou então (Daciano) lançar o corpo às aves, e animálias, que o comecem, onde houve pelos Anjos tão guardado, que nhuma lhe poz boca, antes de Corvos que al não buscavam, foi um visto guarda-lo e defende-lo…”( Galvão, 1906,). Segundo Duarte Galvão teria sido apenas um corvo, e não dois, a guardar o Santo. Começa aqui a lenda dos Corvos protetores do Santo. Posteriormente lançado ao mar, deu à costa e foi recolhido por cristãos, que o sepultaram em Valência, dando início à sua devoção.As suas qualidades pessoais e os milagres que lhe eram atribuídos, fizeram-no conhecido em toda a Espanha. Quando, em 711, os Muçulmanos conquistaram a Península Hispânica e profanaram templos, derrubaram altares e despedaçaram as imagens sagradas, os cristãos quiseram defender os despojos do seu Santo milagreiro, S. Vicente, levando-os de terra em terra, até que chegaram ao Promontório dos Corvos (Cabo de Sagres), pelos muitos corvos que aí habitavam, e aí o enterraram. O Promontório tomaria, mais tarde, o nome de Cabo de S. Vicente, em sua homenagem. Quando o Rei D. Afonso Henriques tomou conhecimento desta história mandou buscar o corpo do Santo, em 1176, para prestígio e glória da conquistada Cidade de Lisboa, no ano de 1147.