jasafara Escreveu:Era para ter sido
assim e ficou
assim...
...mas o facto de só ter saído de Lisboa hoje de manhã e de Vila Real a seguir ao almoço não explica tudo

O que explica a maior parte é então a estória abaixo que em Mirandela já contei a alguns geocachers.
Aqui em versão extend para colocar também nos logs...
Cheguei ao ponto de estacionamento da Meu Douro por volta das 14h15m. A hora já punha em causa o plano prévio mas permitiria alguma adaptação que desse para fazer mais do que as duas caches próximas (as vencedoras de Bragança de 2013 e 2014).
Esta é uma cache verdadeiramente drive-in com uma fantástica vista sobre o Douro por onde passava um barco de cruzeiro na altura e que permitiu umas belas fotos. Depois lá comecei a apalpar parafusos sem sucesso. Para não perder muito tempo dei primeiro um toque ao owner da cache que não atendeu e depois ao Gustavo que me orientou para outro lado. Mesmo assim uma segunda ronda tátil não foi suficiente e só quando passei para inspeção visual é que dei com a cache. Gastei no total uns 10m com esta cache.
Siga para a próxima (Vinho do Porto) com o WP de estacionamento a umas poucas centenas de metros. Carro deixado à sombra e lá começamos a descer para a cache. Estávamos a passar pelo ponto onde conclui depois devia ter saído do estradão e infletido em direção à cache quando o owner retribuiu a chamada que eu tinha feito.
Diz-me ele “Não vale a pena inventar, à caminho até ao GZ...” Bem dito, bem feito. Eu que até estava para não inventar, comecei a inventar. “Se ele diz que não é preciso corta mato é capaz de ser melhor ir até ao nível de baixo e ver se o estradão vai lá ter...” pensei eu. Mas o estradão não ia lá ter...
Quando passei dos 50m da cache de onde estava para 200m poderia ter decidido voltar para trás, mas não...abordagem à MAntunes e sempre a direito. O caminho até não era muito mau mas levou-me até um nível um bom bocado abaixo do certo pelo que tive de trepar aqueles calhaus gigantes em vez de os ter abordado por cima como era suposto.
Mas nada de mais, apenas um pouco mais de aventura do que seria necessário...Depois de alguma busca sem sucesso lá decidi voltar a telefonar para o owner. Vários telefonemas se seguiram porque a minha abordagem por baixo baralhou as indicações e o posicionamento relativo das casas de pássaros que servem de orientação. Para baixo, para cima, rasteja aqui, espreita ali a ao fim de uns bons 30m lá dei com a cache. Belo Local, Belo Recipiente com luzinhas e tudo e Bela Aventura.
Na altura calculava que tivesse encontrado a futura vencedora de Bragança mas não a da categoria Local. Mas é sem dúvida uma bela cache. Logbook assinado, container trancado e toca de voltar ao carro agora pelo caminho certo.
Entretanto a minha mulher tinha mantido contacto visual comigo a partir do ponto em que decidi fazer o corta mato até ao GZ. Gestos feitos para ela também ir para o carro e lá fomos. A meio do caminho comecei a ajeitar a roupa um pouco decomposta pelos rastejamentos e trepadelas.
E começa aqui a parte dramática da estória
![Big Smile [:D]](./images/smilies/icon_smile_big.gif)
Cadê o Oregon? Nada, deve ter caído quando rastejei...Chato, mas quase de certeza que o encontrava...Cadê a chave do carro? Aqui fiquei bastante mais apreensivo
![Dead [xx(]](./images/smilies/icon_smile_dead.gif)
Mais gestos para a minha mulher que já ia mais à frente e lá voltámos para trás novamente em direção do GZ...
O GPS apareceu imediatamente no local onde eu previa que o tinha deixado cair. Mas quanto às chaves nada...
Não detalhando o filme todo foi uma hora para baixo e para cima à procura. Entretanto o calor apertava e apetecia água...que tinha ficado no carro. Voltar ao sítio onde tinha começado o corta mato e tentar reconstruir o caminho todo era missão inglória. Só por mero acaso iria pelo mesmo caminho e escalaria as rochas exatamente na mesma posição, além de não estar a ver como é que as chaves me poderiam ter caído nessa altura.
Entretanto o único telemóvel que tínhamos já estava a 30% da carga. O que fazer...as hipóteses não eram muitas ali parado no meio do nada. Vamos voltar para o carro e logo se vê.
Lá em cima ainda tive tentado em partir o vidro para resgatar água mas lá me contive. Toca telefonar para a assistência em Viagem. "Fazer chegar aqui a cópia da chave? Não estou a ver bem...nem tenho bem a certeza onde a tenho. Só poderia ser enviada na 2ºfeira e nessa altura já eu preciso de estar em Lisboa". "Ok então reboque e transporte...Onde está?" Coordenadas GPS fornecidas e indicação “Ok. Vamos ver onde está e já dizemos alguma coisa...mas é capaz de demorar até chegar aí um reboque...”.
Bem e agora o que é que vamos fazer. Não vale a pena ficar aqui parado, mais vale voltar lá abaixo e procurar mais. Ok. Virámo-nos para começar a andar, olhei para o chão e...a chave estava ali a 3m de mim

Chave apanhada e estava para telefonar para a assistência quando eles me ligam. “Já não é preciso, encontrámos a chave, desculpe lá...” disse eu, “Deixe estar, acontece muito...” disse ele...
E prontes...foi assim.
Com isto já passava das 17h e a vontade de ir fazer mais caches era nenhuma. Metemo-nos do carro e diretos a Mirandela!
Acabou tudo em bem, mas podia o fim de semana ter ficado completamente arruinado antes mesmo de começar...
Umas calças novas que utilizei com bolsos mais pequenos do que o normal foram as grandes responsáveis, mas a partir de agora garantidamente nunca mais ando a cachar com a chave do carro num bolso sem fecho...