Página 1 de 1

Grandes Rotas (GR) Um Património Cultural Europeu

MensagemEnviado: quinta 18 dez 2014, 02:39
por paulohercules
Introdução

O iluminismo teve um papel essencial na origem do “pedestrianismo”.

Jean-Jacques Rousseau (séc. XVIII) ao escrever "Les Rêveries d’un Promeneur Solitaire", uma obra autobiográfica na qual celebra a harmonia da natureza e a magnificência das montanhas; fontes, para ele, de contemplação e de felicidade, criou a “moda” de andar a pé.

Imagem

A marcha (la marche), pelo simples prazer de andar, implementa-se plenamente no século XIX.

Nessa altura ainda não se falava de “pedestrianismo” em Portugal nem, por exemplo, de “randonnée” em França.

Pedestrianismo não é andar a pé por necessidade mas por gosto…

Imagem

«A marcha tem qualquer coisa que anima e aviva os meus pensamentos.»

Jean-Jacques Rousseau (séc. XVIII)

Para saber mais: http://www.apambiente.pt/_zdata/Divulgacao/Projectos/exARH_Tejo/Sessoes_Debate/Tejo_a_Pe/4_Pedro_Cuica.pdf

Re: Grandes Rotas (GR) Um Património Cultural Europeu

MensagemEnviado: quinta 18 dez 2014, 10:04
por misticspell
Existem alguns aspetos que poderão refutar algumas das teorias deste artigo.

Mostro como exemplo as chamadas caminhadas espirituais, cuja origem ultrapassa largamente as datas mencionadas.

A natureza ajuda a avivar os sentidos fazendo o "pedestrianista" alcançar um conjunto de estados psicologicos e fisicos considerados recompensadores.

Certamente não serão as palavras mais corretas mas concordarão comigo. ;)

Obrigado pela partilha.

Re: Grandes Rotas (GR) Um Património Cultural Europeu

MensagemEnviado: quinta 18 dez 2014, 12:13
por ArqueoLobo
misticspell Escreveu:Existem alguns aspetos que poderão refutar algumas das teorias deste artigo.

Mostro como exemplo as chamadas caminhadas espirituais, cuja origem ultrapassa largamente as datas mencionadas.

Concordo e discordo [:D]

Por um lado as romarias e caminhadas espirituais associadas a diversas religiões do Ocidente ao Oriente foram realmente a base de muitos percursos ainda hoje existentes, um dos maiores exemplos serão certamente os caminhos de Santiago. No entanto estes percursos eram maioritariamente realizados com os seguintes factores:
1 - Espírito de sacrifício (o caminho era visto como um obstáculo e a dificuldade em percorrê-lo era uma "oferenda")
2- Falta de alternativas (naquele tempo não existiam transportes individuais ou transportes públicos)
3 - Centrado no ponto final (o objectivo era chegar a um determinado local, o caminho até lá era um "mal necessário")

No pedestrianismo promove-se algo diferente, o andar pelo prazer de andar, em que o caminho/percurso/aventura é o objectivo em si.