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Registado: segunda 15 mar 2010, 20:20
Balloning

Já que tem havido algum interesse em se discutir por aqui algumas actividades pouco divulgadas em Portugal, gostaria de partilhar convosco a minha experiência em Balloning. Faz no próximo dia 20, precisamente um ano, e na altura tive oportunidade de de a relatar neste log
Aconselho vivamente e experimentar. É uma sensação única de liberdade. Não será tão radical como Skydive mas é muito agradável. Para todas as idades!

Aqui fica o relato:
A visita a Coruche já estava planeada há alguns meses quando recebi no meu aniversário uma viagem de balão, ao sabor do vento, a partir desta localidade e até onde o destino nos levasse.
Às 7.45 horas já estávamos nós os 3 (eu, a Elsa e o Jr) a cerca de 2 kilómetros desta cache a descolar do solo, pilotados pelo Luís Ferreira campeão nacional de Balloning, dando início a esta inesquecível aventura.

Ao mesmo tempo largaram mais dois balões da empresa Wind Passenger, que nos proporcionou umas magníficas fotos, a partir do nosso balão. Imagens memoráveis, que seguramente nos vão acompanhar até aos últimos dias da nossa vida .
Às 8.00 horas da manhã, o tempo estava fresco, mas os queimadores de aquecer o ar do balão quase faziam dispensar o casaco.
A imagem que temos a 1000 metros de altitude, em cima dum cesto, é semelhante à do Google Earth. Conseguimos distinguir perfeitamente as casas, as estradas e os carros, mas as pessoas já parecem formiguinhas.

Contudo é quando se baixa a menos de 100 metros de altitude que o vôo se torna mais emocionante, principalmente quando o cesto toca na copa das árvores.
Nessa altura, quase que é possível conversar com as pessoas que acenam à passagem do balão. Digo quase, porque apesar de aparentemente a velocidade do balão ser muito reduzida (a altitude elevada quase parece que estamos parados), junto ao solo, com pontos de referência muito próximos, a sensação de velocidade é bem maior, e obviamente mais real.

O nosso vôo teve a duração de uma hora e meia, percorrendo uma distância de 43 kilómetros, entre Coruche e Piçarras (perto de Águas de Moura).
Uma das curiosidades destes vôos de balão é nunca sabermos onde vamos parar. Sabendo a direcção do vento, temos uma noção para onde nos dirigimos, mas dificilmente se fará uma previsão de onde aterrar, pelo que o resgate terrestre vai sendo feito à vista. Mas para o encontro final, que nem sempre fica junto a uma estrada, é fundamental o recurso a GPS para podermos informar a localização exacta do nosso posicionamento.

E é de facto a aterragem, o ponto alto de toda a viagem. Impossível de direccionar o balão à vontade do piloto, só nos resta esperar que o vento nos leve na direcção de terrenos desimpedidos sem quaisquer obstáculos físicos (árvores, casas, estradas, linhas de alta tensão, postes, animais, etc. etc.).
Neste aspecto não tivémos muita sorte, pois quando a autonomia do balão estava a chegar ao fim, surge-nos no horizonte um pinhal a perder de vista . Teve que ser no último terreno disponível antes do pinhal... um canavial .

Foi radical! Radical mesmo!! Mas ao mesmo tempo muito louco. A sensação é fantástica. É normal nestas aterragens o cesto tombar, mas felizmente tal não aconteceu, porque mesmo a dois metros estava uma vala cheia de silvas . Ainda assim, tivémos que as sentir para conceguir resgatar o envelope (o tecido do balão) que passou para o lado de lá da vala. Uma nova aventura.

Passados alguns minutos já tínhamos o carro de apoio no Ground Zero e o balão todo desmontado pronto a carregar no atrelado do jipe que nos levaria de volta a Coruche onde aproveitámos para visitar esta curiosa ponte que sempre nos passou despercebida ao passarmos pela estrada principal.
A cache só seria encontrada com helpdesk depois de muito picarmos. TFTC. TNLN.
Team Prodrive
