Encontrou um andorinhão caído? Saiba como ajudá-lo!
Encontrou um andorinhão caído? Saiba como ajudá-lo!

Foto: andorinhão © Wikimedia Commons - Klaus Roggel
A chegada da primavera traz uma nova vida à natureza e até mesmo aos meios urbanos e por isso é também comum encontrarem-se mais aves caídas no chão, nomeadamente andorinhões. Nesta altura do ano a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) é contactada muitas vezes por pessoas que os encontram e não sabem como proceder. Esta situação é comum e nem sempre significa que a ave está ferida ou doente.
Tal como a andorinha-dos-beirais, muito comum em Portugal, o andorinhão é um grande voador e insetívoro – alimenta-se de moscas, libelinhas, borboletas, aranhas, etc. - tem uma visão muito apurada e é uma ave migradora.
O andorinhão é consideravelmente maior que a andorinha-dos-beirais e tem uma grande envergadura de asa, tendo em conta o tamanho do seu corpo. A sua boca é larga e tem pequenos ‘bigodes’ sensoriais, que possibilitam apanhar as suas presas em pleno voo. As suas unhas em forma de garra servem, essencialmente, para se agarrarem a estruturas muitos altas, podendo nidificar em torres e telhados. Uma vez que não está habituado a vir ao solo e alimenta-se em pleno voo, o andorinhão não está habituado a estar no chão e por isso não consegue levantar voo a partir do mesmo.
Este último fator faz com que apareçam muitos indivíduos desta espécie caídos nesta altura do ano.
Se encontrar um deles, siga os seguintes passos:
- verifique se a ave não consegue mesmo voar (coloque-o num lugar alto, como um parapeito, do qual ela possa “descolar” no sentido descendente);
- caso esteja demasiado fraco para voar, deve ser mantido numa caixa escura (algo que simule a escuridão do telhado, por exemplo) e ventilada, que deve ser forrada com papel absorvente;
- O andorinhão deve ser alimentado e hidratado, insistindo ao passar alimento vivo juntos dos ‘bigodes’ e molhar o dedo para que a ave consiga beber. Pode encontrar alimento nas lojas de animais, de caça e pesca: zofobas, tenébrios, asticô, papa para aves insectívoras. Dependendo do estado da ave, deverá alimentá-la de duas em duas horas ou de quatro em quatro. É importante não lhe dar outro tipo de comida que não seja o adequado e não forçar a ave a engolir o alimento;
- Quando a ave estiver mais forte e desenvolvida, e já numa caixa maior para poder exercitar os músculos das asas, escolha um dia com pouco movimento na rua (nunca à noite ou ao fim do dia), um local o mais alto possível e com algum vento. Agarre a ave com as duas mãos e, com um movimento ascendente, solte-a e esta irá bater as asas rapidamente e começará a planar.
Se não tiver possibilidade de cuidar do andorinhão, pode ainda ligar para o SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente – GNR).
Fonte: http://www.spea.pt/pt/noticias/encontrou-um-andorinhao-caido-saiba-como-ajuda-lo/

Foto: andorinhão © Wikimedia Commons - Klaus Roggel
A chegada da primavera traz uma nova vida à natureza e até mesmo aos meios urbanos e por isso é também comum encontrarem-se mais aves caídas no chão, nomeadamente andorinhões. Nesta altura do ano a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) é contactada muitas vezes por pessoas que os encontram e não sabem como proceder. Esta situação é comum e nem sempre significa que a ave está ferida ou doente.
Tal como a andorinha-dos-beirais, muito comum em Portugal, o andorinhão é um grande voador e insetívoro – alimenta-se de moscas, libelinhas, borboletas, aranhas, etc. - tem uma visão muito apurada e é uma ave migradora.
O andorinhão é consideravelmente maior que a andorinha-dos-beirais e tem uma grande envergadura de asa, tendo em conta o tamanho do seu corpo. A sua boca é larga e tem pequenos ‘bigodes’ sensoriais, que possibilitam apanhar as suas presas em pleno voo. As suas unhas em forma de garra servem, essencialmente, para se agarrarem a estruturas muitos altas, podendo nidificar em torres e telhados. Uma vez que não está habituado a vir ao solo e alimenta-se em pleno voo, o andorinhão não está habituado a estar no chão e por isso não consegue levantar voo a partir do mesmo.
Este último fator faz com que apareçam muitos indivíduos desta espécie caídos nesta altura do ano.
Se encontrar um deles, siga os seguintes passos:
- verifique se a ave não consegue mesmo voar (coloque-o num lugar alto, como um parapeito, do qual ela possa “descolar” no sentido descendente);
- caso esteja demasiado fraco para voar, deve ser mantido numa caixa escura (algo que simule a escuridão do telhado, por exemplo) e ventilada, que deve ser forrada com papel absorvente;
- O andorinhão deve ser alimentado e hidratado, insistindo ao passar alimento vivo juntos dos ‘bigodes’ e molhar o dedo para que a ave consiga beber. Pode encontrar alimento nas lojas de animais, de caça e pesca: zofobas, tenébrios, asticô, papa para aves insectívoras. Dependendo do estado da ave, deverá alimentá-la de duas em duas horas ou de quatro em quatro. É importante não lhe dar outro tipo de comida que não seja o adequado e não forçar a ave a engolir o alimento;
- Quando a ave estiver mais forte e desenvolvida, e já numa caixa maior para poder exercitar os músculos das asas, escolha um dia com pouco movimento na rua (nunca à noite ou ao fim do dia), um local o mais alto possível e com algum vento. Agarre a ave com as duas mãos e, com um movimento ascendente, solte-a e esta irá bater as asas rapidamente e começará a planar.
Fonte: http://www.spea.pt/pt/noticias/encontrou-um-andorinhao-caido-saiba-como-ajuda-lo/