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A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tismo?

MensagemEnviado: sexta 30 abr 2010, 12:07
por eniel
Vamos lá ver se a tecnologia substitui a orientação no escutismo ou se a complementa, ou se não faz falta nenhuma...

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 30 abr 2010, 12:14
por Marú
Penso que podem perfeitamente complementarem-se...

A Orientação por carta e bússola não é de todo dispensável... até porque nunca se sabe quando podem acabar as pilhas... :D

Acho importante saber orientar-se por carta e bússola...

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 30 abr 2010, 12:20
por Hot_Marmota
Eu gosto muito de orientação, acho que nunca se pode deixar de aprender a ler uma carta.
Mesmo sem bússola basta comparar as curvas de nível com o horizonte para se poder usar uma carta.
Não é por acaso que ainda é necessário aos Patrões de Alto Mar aprender a usar o sextante, como a Marú disse, as pilhas podem acabar.

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 30 abr 2010, 15:51
por Lynx pardinus
Olhar para um GPS e segui-lo é fácil. Orientarmo-nos com bússola e mapa é onde está o verdadeiro gozo.

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 30 abr 2010, 16:05
por eniel
Lynx pardinus Escreveu:Olhar para um GPS e segui-lo é fácil. Orientarmo-nos com bússola e mapa é onde está o verdadeiro gozo.


Concordo! Não há nada como estar "perdido" à noite, no meio do nada, apenas com uma carta militar em que não sabemos em que ponto estamos...

Loucura? eu diria antes diversão! Com o GPS estraga-se metade da piada...

No entanto, se for dada formação sobre a correcta utilização de um GPS para utilização pedestre, apenas como complemento, não me parece mal. Mas apenas para uma utilização limitada e controlada.

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: segunda 03 mai 2010, 00:14
por emlino
Subscrevo a maioria.

Nas unidades de formação que dei sobre a matéria, já acrescentei o GPS.

Mais, considero Geocaching como uma ferramenta pedagógica que está à disposição do movimento para os objectivos educativos... como se diz agora, é uma oportunidade educativa e que pressupõe o uso de GPS. Loucura seria, para cachar, andarem com as cartas a tirarem as coordenadas à unha :D

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: quarta 05 mai 2010, 18:56
por Paulo S.
Na minha opinião, o escutismo, não renegando nenhum dos seus prencipios deve adaptar-se as novas tecnologias.
Aqui, no meu agrupamento o que acontece é que defendem extremamente o escutismo tradicional, não recorrendo ás novas tecnologias e não olhando para a evolução que o mundo tem vindo a tomar nas ultimas decadas.

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 11 jun 2010, 14:46
por cyberscout
Boas!
Claro que a orientação deve continuar a fazer parte.
Eu desde explorador (a primeira vez que tive contacto com orientação), que orientação é uma das minhas actividades favoritas.
Quanto à inclusão do GPSr... Eu já incluí o GPS num atelier de orientação durante este ano, mas deve-se ter cuidado na inclusão deste em actividades de campo.
Nas actividades de orientação (com mapa, bússola, escalímetro), os elementos são obrigados a fazer escolhas, a tomar decisões em conjunto com o resto da patrulha. Desde saber em que ponto do mapa se encontram, como em decidir qual o melhor caminho a seguir! Depois junta-se o elemento que quer ir em linha recta, com o outro que quer dar a volta ao monte, para não ter de o subir, e mais um outro que insiste que não se encontram nesse ponto do mapa, etc... etc...
E é na resolução desses "problemas", que se cultiva o espírito de grupo e a entreajuda (na dureza da caminhada, e no ultrapassar dos problemas que surgem durante a caminhada).
Numa actividade de Orientação, acho que não se deve usar GPS, porque acaba-se por perder parte deste processo.
Agora, numa actividade, em que o que interessa é ir de ponto A a ponto B, ou num percurso pedestre, ou num raid em que esse processo não seja o principal ou seja mesmo desnecessário, acho que se pode usar GPSr.

No entanto, já tive a oportunidade de cachar com alguns escuteiros do meu agrupamento em actividade. Para muitos foi a primeira vez que tiveram contacto com um GPS. Uma das caches foi a do Formosinho (Serra da Arrábida).

Uma forte Canhota!

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 11 jun 2010, 19:39
por shogundai
A orientação como necessidade de nos sabermos orientar em qualquer actividade no campo (escutismo, pedestrianismo, montanhismo e outras) está cada vez mais facilitada pelas novas tecnologias que não devemos menosprezar.
É no entanto fundamental que saibamos usar, e bem, os "velhos métodos".

Outra coisa é a Orientação como desporto onde apenas é permitido o uso do mapa e bússola.
http://www.fpo.pt/www/index.php

Re: A Orientação deve continuar a fazer parte do Escu(o)tism

MensagemEnviado: sexta 11 jun 2010, 20:07
por Paulo S.
É graças aos escuteiros que me sei orientar por cartas militares, traçar azimutes, utilizar coordenadas utm, ler cartas de orientação etc.
Adoro fazer este tipo de orientação, e é graças a este tipo de orientação que encontro sítios extraordinários já que uma pequena passagem co os olhos por uma carta e vemos logos possiveis pontos interessantes, que depois só percisam de ser confirmados, se têm ou não potencialidade.
O que me desagrada bastante é eu saber que se passar um gps vulgar para a mão de um dos meus colegas, ou mesmo a algum dos meus chefes eles não vão conseguir usufruir de todas as capacidades que ele nos disponibiliza, as quais podemos comprovar aqui no geocaching.
Em termos de percisão, através das cartas militares nunca temos um erro inferior quase a 20 metros, salvo em algumas excepções.

Já aburdei varias vezes para a possibilidade de introduzirmos o gps, não como um sistema para usar regularmente, mas como um sistema de apoios que muitas vezes são percisos quando vamos para fora, mas enfim, um não absoluto é a resposta que sempre vamos ouvindo.