Papaleguas Escreveu:A minha questão prende-se sempre com: será algo tão simples assim tão importante que se crie daí um cavalo de batalha?
Na questão da rigidez das "regras" consordo contigo Hugo, mas em termos de direitos humanos... Existem países mais "avançados" como por exemplo a América que acaba por borrar o pé todo no que tem a ver com direitos humanos com experimentações em pessoas, guerras por territórios pejados de riquezas e incompreensão de diferentes visões sociais.
Eu por exemplo fico muito mais preocupado com a livre circulação na Europa do que própriamente com o véu islâmico e creio que acarreta maiores problemas de segurança.
Em primeiro lugar, não existe nenhum país chamado América. Suponho que estejas a falar dos EUA... e nesse caso é uma piada, certo, daí as aspas no "avançados"?
Em segundo... livre circulação é uma ameaça? Ainda custa a muitas pessoas compreenderem o conceito de uma Europa federação, de uma Europa caminhando - mal ou bem, depressa ou devagar - para um estado de país único. Então onde é que deverá parar a livre circulação para deixar de ser uma ameaça? Sendo assim, talvez devamos proibir os alentejanos de ir ao Douro sem passaporte, e para Trás-os-Montes, passaporte e visto?? A circulação de pessoas na Europa pressepõe que os Estados constituintes do Espaço Schengen reúnem as condições para instituir nas suas fronteiras critérios de fiscalização uniformes. Tal como no antigamente o estrangeiro que entrasse em Portugal vindo da Galiza era submetido ao mesmo controle do que o que vinha da Andaluzia. E depois de ter entrado, circulava, claro, como desejasse. Nem mais nem menos do que se passa agora a uma escala maior. Porque a ideia é mesmo essa, aumentar a escala dos países individuais da Europa para um conceito novo de nação, a nação Europa.