A luz na fotografia


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Mensagem Post: #1 a sexta 09 dez 2011, 17:57 

A luz na fotografia

A luz na fotografia

Sem querer “atropelar” o trabalho extraordinário do ajsa e com o qual tenho aprendido.

Uma das confusões habituais em perceber as aberturas, velocidade e ISO está em compreender o que são efectivamente e qual é o resultado na fotografia.

Fazendo uma analogia com a água, e deixando de fora que a luz também pode ser descrita como uma onda electromagnética, podemos dizer que a luz é composta por partículas (os fotões) mas vendo-as do tamanho de gotas de água. É uma simples analogia e está incorrecto cientificamente em termos de dimensão. Mas serve para este caso.

Vamos deixar o ISO por enquanto de fora. Mas já escolhido como o tamanho do balde.
E vamos supor que tirar uma fotografia é encher um balde com água e num determinado tempo. Para o encher temos uma mangueira cujo diâmetro pode ser aumentado (a abertura) e temos uma torneira que pode ser rodada de modo a aumentar o caudal da água (a velocidade).

Para ser simples em termos matemáticos usamos para diâmetro 2, caudal 2, que são os valores que enchem o balde no tempo 2.

Se diminuirmos o diâmetro para 1, ou seja metade, e o resto ficar igual ao fim do tempo o balde está meio cheio de água. Ou seja não chegou tanta luz e a fotografia fica escura (sub-exposta).

Se aumentarmos o diâmetro para 4, ou seja o dobro, e o resto ficar igual ao fim do tempo o balde transborda de água. Ou seja chegou demasiada luz e a fotografia fica clara (sobre-exposta).

Se diminuirmos o caudal para 1, ou seja metade, e o resto ficar igual ao fim do tempo o balde está meio cheio de água. Ou seja não chegou tanta luz e a fotografia fica escura (sub-exposta).

Se aumentarmos o caudal para 4, ou seja o dobro, e o resto ficar igual ao fim do tempo o balde transborda de água. Ou seja chegou demasiada luz e a fotografia fica clara (sobre-exposta).

Se variarmos o tempo acontece o mesmo, mais tempo mais água no balde, menos tempo menos água no balde.

Fazendo outra analogia o ISO é o tamanho do balde, ISO menor = maior balde, é preciso mais água (luz) para encher. Quando há pouca luz disponível, a água no nosso caso, aumenta-se o ISO ( usamos um balde menor) para ter os mesmos resultados, balde cheio que é uma fotografia bem exposta.

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Mensagem Post: #2 a sexta 09 dez 2011, 18:08 

Re: A luz na fotografia

Fácil de perceber e com muita lógica :)
Uma pergunta.
Qual é a diferença entre a utilização de 1/200 ou 1/1000...1/2000...1/3200 e o ISO?
Ao programar manualmente a máquina para um fotografia, qdo oscilo nesses números acima...o ecran vai ficando mais claro ou mais escuro. Presumo, com a pouca experiência que tenho...que um ISO 100 é bastante mais escuro que um ISO 800.
Recordo-me de em tempos ter usado ISO 100 para conseguir fotografar a Lua sem muito brilho.
Qual é a diferença? Qdo se deve usar um e outro?
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Mensagem Post: #3 a sexta 09 dez 2011, 18:24 

Re: A luz na fotografia

hautamaki Escreveu:Fácil de perceber e com muita lógica :)
Uma pergunta.
Qual é a diferença entre a utilização de 1/200 ou 1/1000...1/2000...1/3200 e o ISO?
Ao programar manualmente a máquina para um fotografia, qdo oscilo nesses números acima...o ecran vai ficando mais claro ou mais escuro. Presumo, com a pouca experiência que tenho...que um ISO 100 é bastante mais escuro que um ISO 800.
Recordo-me de em tempos ter usado ISO 100 para conseguir fotografar a Lua sem muito brilho.
Qual é a diferença? Qdo se deve usar um e outro?



Para não ter que andar a traduzir aqui ISO Explained! está uma acessível explicação.

As velocidades usadas têm relação com o movimento daquilo que se fotografa, um carro em movimento e a vir na nossa direcção fotografado a 1/200 pode ficar tremido.

Nas máquinas digitais convém usar um ISO o menor possível para diminuir o ruído na fotografia. Não se pode dizer que um ISO mais baixo é mais escuro. Pode-se sim é prever que quanto mais escuro o ambiente se calhar terei que aumentar o ISO para obter uma fotografia capaz.

Acho que o melhor é manteres fixo o ISO e variares as abertura e velocidade para diferentes resultados.

Fotografar a lua, principalmente quando está cheia não é tarefa fácil, ela move-se, está muito mais iluminada que o resto e regra geral nas primeiras tentativas o resultado obtido não é o que se esperava.
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Mensagem Post: #4 a sexta 09 dez 2011, 18:28 

Re: A luz na fotografia

joom Escreveu:A luz na fotografia

Sem querer “atropelar” o trabalho extraordinário do ajsa e com o qual tenho aprendido.


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Mensagem Post: #5 a sexta 09 dez 2011, 18:37 

Re: A luz na fotografia

joom Escreveu:
hautamaki Escreveu:Fácil de perceber e com muita lógica :)
Uma pergunta.
Qual é a diferença entre a utilização de 1/200 ou 1/1000...1/2000...1/3200 e o ISO?
Ao programar manualmente a máquina para um fotografia, qdo oscilo nesses números acima...o ecran vai ficando mais claro ou mais escuro. Presumo, com a pouca experiência que tenho...que um ISO 100 é bastante mais escuro que um ISO 800.
Recordo-me de em tempos ter usado ISO 100 para conseguir fotografar a Lua sem muito brilho.
Qual é a diferença? Qdo se deve usar um e outro?



Para não ter que andar a traduzir aqui ISO Explained! está uma acessível explicação.

As velocidades usadas têm relação com o movimento daquilo que se fotografa, um carro em movimento e a vir na nossa direcção fotografado a 1/200 pode ficar tremido.

Nas máquinas digitais convém usar um ISO o menor possível para diminuir o ruído na fotografia. Não se pode dizer que um ISO mais baixo é mais escuro. Pode-se sim é prever que quanto mais escuro o ambiente se calhar terei que aumentar o ISO para obter uma fotografia capaz.

Acho que o melhor é manteres fixo o ISO e variares as abertura e velocidade para diferentes resultados.

Fotografar a lua, principalmente quando está cheia não é tarefa fácil, ela move-se, está muito mais iluminada que o resto e regra geral nas primeiras tentativas o resultado obtido não é o que se esperava.


Ok joom...mas...se baixar a velocidade para 1/200 a foto n ficará escura?
Eu agora n tenho aqui a máquina, mas...penso que quanto menor esse valor, mais escura ela fica.
Partindo do princípio que esses valores correspondem à velocidade de obturação (corrijam-me - ajsa/joom - se estiver ), quanto menor ele for, mais rápida será a obturação e menos luz entrará. É certo esse raciocínio?
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Mensagem Post: #6 a sexta 09 dez 2011, 18:52 

Re: A luz na fotografia

hautamaki Escreveu:
Ok joom...mas...se baixar a velocidade para 1/200 a foto n ficará escura?
Eu agora n tenho aqui a máquina, mas...penso que quanto menor esse valor, mais escura ela fica.
Partindo do princípio que esses valores correspondem à velocidade de obturação (corrijam-me - ajsa/joom - se estiver ), quanto menor ele for, mais rápida será a obturação e menos luz entrará. É certo esse raciocínio?


A foto ficará mais escura mas se calhar ainda fica bem, é difícil explicar o resultado assim. Se calhar é melhor ficarmos à espera do artigo sobre a velocidade.

O raciocínio está correcto, é esse mesmo, quanto menor for o valor, menor é o tempo de passagem de luz.

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Mensagem Post: #7 a sexta 09 dez 2011, 19:09 

Re: A luz na fotografia

Obg joom,

Vou aguardar pelo resto da explicação do ajsa para conseguir "triangular" as opções que temos :)

Abraço!
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Mensagem Post: #8 a sexta 09 dez 2011, 20:25 

Re: A luz na fotografia

Portanto, se calhar convinha recuar um pouco no tempo para compreender isso do ISO, ou ASA (um parante teu, Ajsa?) como se dizia dantes. A fotografia fez-se durante décadas recorrendo às propriedades do grão de prata que populava a película fotográfica. Quando confrontado com luz o grão de prata muda as suas características, impressionando a película e criando assim a chamada fotografia. Ora quanto maior fosse o "calibre" do grão de prata, mais sensível à luz, logo, menos luz necessitava para se transformar e formar a fotografia. MAS havia um senão: quanto maior fosse o calibre do grão... sim... adivinhaste... maior era o grão visivel na fotografia. Portanto, antes das máquinas fotográficas usava-se rolo onde o calibre do grão de prata definia a sensibilidade à luz da película e, por arrastamento, a visibilidade de grão no produto final. 100 ASA era, em termos comuns, o filme menos sensível, necessitando de mais luz mas por outro lado oferecendo fotos onde o grão era practicamente inexistente à vista desarmada. 200 ASA representava uma das opções mais populares, por encontrar um bom compromisso entre vantagens e desvantagens do grão. Pessoalmente costumava usar 400 ASA, que me permitia fotografar com bastante menos luz, e sem grão que considerasse intrusivo. Depois era por ai acima... 800, 1600, 3200 ASA. Quando fotografa a preto e branco, preferia os 1600 ou mesmo os 3200, porque sempre gostei do efeito de grão na fotografia sem cores.

Agora, já não se trabalha com grão de prata mas os principios são os mesmos. Digamos que um sensor de câmara é uma emulação do papel de grão de prata, com a vanragem que se pde mudar a cada momento. Quanto mais baixo for o numero, menos luz é necessária para obter a imagem mas mais grão será visivel. A partir daqui cada um jogará com os compromissos que desejar, considerando os outros dois factores de luz: abertura e tempo de exposição.
O meu blog geocachiano: http://papacaches.wordpress.com
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Mensagem Post: #9 a sexta 09 dez 2011, 21:33 

Re: A luz na fotografia

Torgut Escreveu:Portanto, se calhar convinha recuar um pouco no tempo para compreender isso do ISO, ou ASA (um parante teu, Ajsa?)


É um primo afastado.
Bem apanhado. :D
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Mensagem Post: #10 a sexta 09 dez 2011, 22:03 

Re: A luz na fotografia

Ok... e só para baralhar para o trio não estar sozinho... não esquecer o primo compensação... ;)
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