Bolsa de Valores Geocachiana: Alguns Exemplos
Tava aqui a ler uma listing e uma passagem saltou-me à vista. Fez-me pensar que há uns quantos anos não seria verosímil encontrá-la ali. E fiquei a matutar na forma como as coisas mudam, desta feita não as coisas evidentes do Geocaching, mas as pequenas, os pormenores, que avançam com uma subtileza que passa despercebida à maioria. E umas mudam para melhor, outras para melhor, em ciclos, tal e qual como numa bolsa de valores. Estão aqui alguns dos detalhes que me ocorreram:
Sinal MENOS
1) Cada vez se lê mais o acrónimo BYOP nas caches. Bring Your Own Pen. Dantes, era um aviso reservado a caches nano, por motivos obviamente incontornáveis. Hoje é ver BYOP's às mãos cheias em micros onde cabiam 3 ou 4 lápis, simplesmente porque os owners se estão gradualmente a desresponsabilizar pela inclusão do costumário material de escrita. Os que lêem os fóruns todos, lembram-se do que escrevi sobre a questão dos timings para intervir e bloquear más atitudes nascentes antes delas se converterem em normas vigentes? Ora aqui está uma com o timing perfeito.
2) Cada vez se lêem mais alusões à responsabilidade dos geocachers na sobrevivência das caches. Nem vou comentar que, mesmo nesse sentido, uma cache bem pensada e correctamente colocada se salva a si própria de forma quase perpétua, e que de facto colocar um contentor no alto de um sinal de trânsito a 2,5 m de altura, na rua mais movimentada de Castelo Branco e com um desvio de 20 m, não é propriamente colocar a sobrevivência nas mãos de quem procura, a não ser que o método antevisto seja a não procura de todo. Não... isso é por demais evidente. A nuance aqui é a semântica: sobrevivência. É a preparação das coisas para que se começe a associar um desaparecimento a um óbito. É a chegada de mais um elemento que anda de mãos dadas com os termos eleitos da sociedade de consumo ao qual o Geocaching se vendeu: descartável. Ardeu, acabou. Depois põe-se outra. Só esta semana, aqui no distrito, vi sair 3 ou 4 caches em locais onde já fui uma porrada de vezes encontrar caches consecutivas.
Sinal MAIS
1) Podes ser apenas impressão minha; pode ser uma coisa regional. Mas a verdade é que considero que menos agora do que antes se renegam os logs de DNF como chegou a ser tão natural como o respirar. Quando olho para as minhas caches, que naturalmente sigo de forma mais atenta, vejo que quando sucede um problema, nomeadamente um desaparecimento, os logs de DNF se sucedem com o ritmo natural a que teria recebido founds caso estivesse tudo normal.
2) O abrandamento claro das chamadas "caches mistério", sem mais comentários.
Para ambos os vectores podiam indicar mais elementos, mas por acaso sinto que chega.
Sinal MENOS
1) Cada vez se lê mais o acrónimo BYOP nas caches. Bring Your Own Pen. Dantes, era um aviso reservado a caches nano, por motivos obviamente incontornáveis. Hoje é ver BYOP's às mãos cheias em micros onde cabiam 3 ou 4 lápis, simplesmente porque os owners se estão gradualmente a desresponsabilizar pela inclusão do costumário material de escrita. Os que lêem os fóruns todos, lembram-se do que escrevi sobre a questão dos timings para intervir e bloquear más atitudes nascentes antes delas se converterem em normas vigentes? Ora aqui está uma com o timing perfeito.
2) Cada vez se lêem mais alusões à responsabilidade dos geocachers na sobrevivência das caches. Nem vou comentar que, mesmo nesse sentido, uma cache bem pensada e correctamente colocada se salva a si própria de forma quase perpétua, e que de facto colocar um contentor no alto de um sinal de trânsito a 2,5 m de altura, na rua mais movimentada de Castelo Branco e com um desvio de 20 m, não é propriamente colocar a sobrevivência nas mãos de quem procura, a não ser que o método antevisto seja a não procura de todo. Não... isso é por demais evidente. A nuance aqui é a semântica: sobrevivência. É a preparação das coisas para que se começe a associar um desaparecimento a um óbito. É a chegada de mais um elemento que anda de mãos dadas com os termos eleitos da sociedade de consumo ao qual o Geocaching se vendeu: descartável. Ardeu, acabou. Depois põe-se outra. Só esta semana, aqui no distrito, vi sair 3 ou 4 caches em locais onde já fui uma porrada de vezes encontrar caches consecutivas.
Sinal MAIS
1) Podes ser apenas impressão minha; pode ser uma coisa regional. Mas a verdade é que considero que menos agora do que antes se renegam os logs de DNF como chegou a ser tão natural como o respirar. Quando olho para as minhas caches, que naturalmente sigo de forma mais atenta, vejo que quando sucede um problema, nomeadamente um desaparecimento, os logs de DNF se sucedem com o ritmo natural a que teria recebido founds caso estivesse tudo normal.
2) O abrandamento claro das chamadas "caches mistério", sem mais comentários.
Para ambos os vectores podiam indicar mais elementos, mas por acaso sinto que chega.

