Ora, e enquanto a Upgraded Windmill Insanity (GC41A0X) não tem o FTF (vai ser noticiado aqui o log respectivo, muitos estão curiosos...
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), avançamos para outra cache, esta publicada a 15/01/2014 mas escondida uns meses antes, e que até ao momento tem apenas 9 Founds sendo que destes correspondem a 5 visitas distintas, com uma média destas só podemos estar a falar de uma cache remota, pois claro. Falamos da
Mal Pica do Tejo(GC4DAR2), uma cache que é remota para a maioria de nós, portugueses, mas está a dois passos de uma localidade espanhola, aliás a mais perto da cache.

Uma cache de froteira, da raia. Quem me conhece sabe que priveligio a colocação de caches em locais remotos, pouco conhecidos, distantes, pouco habitados, é o caso aqui. Uma cache que foi escondida num local que conheci um pouco por acaso que tal como em muitos dos locais que conhecemos por acaso e que não têm cache acabamos por dar a conhecer através da colocação de uma cache. Neste caso um misto de pesquisa prévia, curiosidade e uma pouco de ligação a um determinado local (à aldeia de Malpica do Tejo) trouxeram-me aqui há alguns anos atrás. Na altura não pensei logo na cache, até porque só depois descobri o potencial do local. Descobri que poderia ali juntar a realidade com a imaginação, criando uma história que teria a sua quota parte de verdade e de ficção, cabe a cada geocacher que a visite descobrir qual é qual!

Está na foto a maior razão para a parte da ficção...ou será realidade?
Não é à toa que digo que estamos mais perto de Espanha que de Portugal...vindos de cá, por exemplo de Lisboa, partimos pela A1, depois pela A23 até Castelo Branco. Aí seguimos pela EN18-8, em direcção a Monforte da Beira (onde há uma outra cache que vai ser destacada aqui em breve) e viramos uns quilómetros depois para a direita em direcção a Malpica, já depois de passar o Rio Pônsul e 20km depois de Castelo Branco chegamos a Malpica do Tejo, uma remota aldeia nas faldas da Beira Baixa, num pedaço de Portugal que mais pisca o olho aos vizinhos espanhóis que a nós. Esta é uma típica aldeia beirã, com as suas casas em pedra, uma pedra mais sedimentar que os granitos que encontramos em Castelo Branco e em toda a Beira. Merece uma visita detalhada, mas não fiquemos por aí, chegados a centro viramos à direita tomando o caminho que nos leva ao Tejo, um caminho que ainda terá vários quilómetros de terra batida. Recentemente foi recuperado, pelo que hoje é possível levar qualquer carro até perto do rio, mesmo em pleno inverno.

Centro de Malpica do Tejo
É impressionante como estamos mesmo mesmo a chegar ao fim da linha....para quem vive em Lisboa, Castelo Branco já fica lá longe, lá para o interior....chegando a Castelo branco, Malpica fica lá para o fundo, uma aldeia sem saída...e chegado a Malpica, ainda temos mais uns quilómetros pela frente, até ao fim...ao fim do mundo. Não do mundo literalmente, mas o fim do nosso país, o fundo das Beiras, na fronteira média do nosso Portugal, onde o Norte separa o Sul, onde acabam as Beiras e começa o Alentejo. E aqui sentimos o que sentiram as tropas de D. Afonso Henriques quando chegaram aqui e tiveram que rumar a um lugar de mais fácil travessia a jusante do Tejo, lá para os lados das nossas conhecidas Portas de Ródão.
E quando chegamos ao fim do caminho...o que vemos?

Isto. Vemos isto que aqui está em cima! Uau! Tudo à nossa frente é Espanha, do outro lado da albufeira da barragem de Cedillo. Ao fundo, Herrera de Alcântara, a localidade mais perto da cache. Em baixo, o cais do lado espanhol.
Mas...e a cache? Ainda não é aqui...seria fácil demais, não era? Pois bem, aqui ficam os carros. Daqui para a frente só a pé!
Descemos as ultimas centenas de metros num caminho de grande inclinação em direcção ao Tejo...rapidamente lá chegamos mas a pensar que vamos ter que subir tudo outra vez
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mas a paisagem merece todo este esforço, um paraíso perdido que só mesmo uma cache para nos dar a conhecer!

Aqui se encerram com certeza muitas histórias para contar nas ruínas que podemos encontrar agora afogadas nas águas do Tejo, mas como não as podemos ouvir vamos imaginá-las enquanto desfrutamos desta paisagem, desta tranquilidade, deste refúgio!
Curioso(a) por também partilhar estas sensações? Aqui está uma "ajuda" para partir à descoberta, mas não percam os próximos episódios, que para além deste local te levarão a conhecer outros nesta Beira Baixa. Em breve deixarei aqui uma sugestão de Roteiro para conehcer esta região que integra o primeiro Geopark português, o Naturtejo.
Não percas!
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