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Geocoin
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Geocoin
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GeoKolob Escreveu:...
Ou melhor, o que é que ele nos queria dar mesmo a conhecer com a colocação da cache naquele local???
Gruta identificada em 1974, na sequência da lavra de uma pedreira que explorava no local, calcários duros do Cretácico. Foi realizada uma intervenção no que ainda restava do enchimento arqueológico. No decurso dos trabalhos identificou-se uma sequência arqueológica de larga diacronia, estando representados materiais do Mustierense, Solutrense, Neolítico antigo, Neolítico médio e final, Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro.
Afloramento de traquitos No flanco oriental do cabeço, numa estreita faixa de calcários mesozóicos interposta entre a domos de traquitos e o manto basáltico do complexo vulcânico de Lisboa-Mafra, encontrava-se a Gruta do Correio-Mor, hoje destruída, com ocupação do Paleolítico Superior e do Neolítico antigo ao Calcolítico final. A Gruta do Correio-Mór, identificada em 1974, encontrava-se ameaçada e foi efectivamente destruída pela exploração de uma pedreira, pelo que mereceu uma intervenção com carácter de emergência por uma equipa constituída por G. Zbyzewski, O. da Veiga Ferreira, M. Leitão e C. T. North. A escavação revelou uma ocupação humana de larga diacronia, desde o Paleolítico Médio até à Idade do Ferro. Particularmente expressivas são as ocupações da gruta como necrópole no Neolítico Antigo, com cerâmicas decoradas de tipo impresso, nomeadamente cardiais, e ossos humanos, que forneceram uma datação radiocarbónica do final do 6º milénio a.C. Muito importante também é o espólio atribuído ao Calcolítico, de que se salienta um notável conjunto votivo constituído por ídolos de calcário, alguns dos quais decorados, onde estão representados os exemplares de forma cilíndrica e semicilíndrica, mais comuns, mas também outras formas, raras e mesmo inéditas. Foi depositado no Museu Nacional de Arqueologia pelo Doutor João Luís Cardoso, um importante conjunto de materiais arqueológicos provenientes da gruta do Correio-Mór, no concelho de Loures, completando assim o núcleo inicial doado em 1987 pelo Doutor Manuel Leitão, um dos escavadores do sítio, acto que mereceu despacho de incorporação definitiva por parte do Secretário de Estado da Cultura datado, em 16 de Dezembro desse ano. Gruta destruída. Materiais depositados no Museu do Instituto Geológico e Mineiro, Museu Nacional de Arqueologia e em colecções particulares. Conjunto de materiais diversos recolhidos em intervenção arqueológica de emergência no interior da gruta na década de 80. A exploração da pedreira existente no local provocou a destruição da gruta. Hoje não existem vestígios da sua existência. Foi utilizada como local de enterramento. A estratigrafia do sítio integra níveis do Paleolítico Superior / Neolítico Antigo e Final / Calcolítico / Idade do Bronze / I Idade do Ferro / Idade Média / Moderno .
As grutas naturais são espaços privilegiados para a deposição funerária (e para habitat) utilizados numa larga diacronia. Desde cronologias mais antigas que as grutas da Estremadura (e Península de Setúbal), foram utilizadas como espaços de inumação, com claras afinidades artefactuais e rituais com realidades alentejanas. Se parece plausível que na Estremadura as grutas foram o espaço preferencial ao longo dos primeiros momentos das comunidades agro-pastoris, a sua lógica de implantação (total ocultação do antecessor) e o investimento processado (muito reduzido) poderiam ter conduzido a situações sociais diversas do que sucede em áreas graníticas, em que a comunidade faz um investimento real para construir antas e levantar menires, marcando o espaço que “usa” em termos de subsistência. Ao longo dos IV e III milénios a.C. apesar de se multiplicarem as necrópoles construídas, ainda existe uma utilização constante das grutas naturais, por vezes em associações bastante complexas, como o caso do altar de ídolos calcolíticos da gruta do Correio Mor (Cardoso [et al.], 1996), cujos paralelos mais próximos estão em tholoi do Sudeste. Esta utilização generaliza-se em finais do III milénio a.C.: em quase todas as cavidades cársicas existem materiais campaniformes. Verifica-se a existência de inumações simples de superfície, enterramentos colectivos (por vezes com estruturas complexas) e ossuários (como na Lapa do Fumo e do Bugio). Sendo as cavidades naturais um espaço aberto e reconhecível pelas comunidades locais, muitas vezes a leitura da utilização funerária é perturbada por outros tipos de ocupação das cavidades: evidências de habitat, violações modernas e processos de alterações tafonómicas. Os rituais de inumação destes espaços (necrópoles colectivas, uso do ocre, espólio artefactual) fazem parte de um fundo comum aos demais espaços sepulcrais. A área da Estremadura tem um substracto geológico calcário que permitiu o surgimento de inúmeras cavidades cársicas, sobretudo na área do Maciço Calcário, “área calcária situada aproximadamente entre Leiria, Vila Nova de Ourém e Rio Maior” (Teles, 1993, p. 347). Também na Península de Lisboa surgem cavidades que foram utilizadas como espaços de inumação: tanto nas áreas a Norte (Cova da Moura, Carrascal e Algar do Monsanto), como no vale de Loures (gruta do Correio Mor, por exemplo). Está em curso uma tentativa de encerramento do caminho público que liga a EN8/R. Dr. Armindo Monteiro (sentido Loures/Barro) a Montemor, passando pelo Correio Mor e pelas antigas pedreiras. Foram colocadas placas de indicação de “Propriedade Privada” e “Zona de proteção ao Palácio do Correio Mor”, que são ilegais, porque não há a mínima dúvida de que se trata de um caminho público, centenário. Tal atitude decorre do “ Projecto Plano da Quinta do Correio Mor”, projecto de turismo de luxo, da responsabilidade de um fundo de investimento imobiliário fechado.
Fonte : Wikipédia
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GeoKolob Escreveu:Pois... Erro meu, admito que ainda nem sequer tinha visto a listing.
Mas como dizes também não me recordo da gruta, embora tenha visto a Sónia a entrar para um buraco na pedreira!
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IDILIO49 Escreveu:RuiJSDuarte Escreveu:Será que quem tinha razão era o "és um amor"?!?!
Ao menos esses não foram apagados...
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