Vou à Terra


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Mensagem Post: #11 a domingo 06 nov 2011, 18:20 

Re: Vou à Terra

Já eu, sendo de Lisboa, tenho "várias terras"...
Torres Novas, a terra da Esposa, Ferreira do Alentejo, a terra da família materna e a "minha" terra, Sobreiro, entre Mafra e Ericeira onde passei a minha infância/juventude, muitas vezes, aqui http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?wp=GCG3TW
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Mensagem Post: #12 a domingo 06 nov 2011, 18:36 

Re: Vou à Terra

RuiJSDuarte Escreveu:Já eu, sendo de Lisboa, tenho "várias terras"...
Torres Novas, a terra da Esposa, Ferreira do Alentejo, a terra da família materna e a "minha" terra, Sobreiro, entre Mafra e Ericeira onde passei a minha infância/juventude, muitas vezes, aqui http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?wp=GCG3TW

Acreditas que o Zé Franco era tio do meu sogro (tio-avô da minha mulher) e eu ainda não fiz essa cache [xx(] Ainda não voltei lá depois dele morrer, mas antes fui lá umas boas 10x. Tenho de lá voltar para ver as horas...
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Mensagem Post: #13 a domingo 06 nov 2011, 18:48 

Re: Vou à Terra

Zé franco... Um grande Homem, tive o privilegio de passar algumas horas a vê-lo trabalhar, sempre sorridente.
Tive também a oportunidade de por ali andar quando aquilo era um local de referencia... bom pão com chouriço, boa pinga (para putos... :) ) e bom ambiente.
Como é que uma terra tão pequena nunca conseguiu capitalizar o que ali estava de possibilidades? É o sentido de oportunidade... NOT!
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Mensagem Post: #14 a domingo 06 nov 2011, 18:48 

Re: Vou à Terra

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Mensagem Post: #15 a domingo 06 nov 2011, 18:49 

Re: Vou à Terra

Nascido em Lisboa, mas com o coração no Norte, no verde Minho e no azul do Porto.

A cache da "minha terra", a aldeia da Âncora, neste caso do meu querido avô, seria a Paço - Rio Âncora, do jotapesantos, onde passava tardes e tardes quando era criança com os meus pais e avós. Um local mágico que muitas recordações me traz. Mais tarde, também na mesma zona, destacaria a Forte do Cão [Vila Praia de Âncora] do marioafonso. Pescarias com o meu avô e tios que mais tarde evoluiram para umas surfadas valentes naquelas ondas.
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Mensagem Post: #16 a domingo 06 nov 2011, 19:02 

Re: Vou à Terra

IDILIO49 Escreveu:GC18TPV

Um grande spot! Já lá fui duas vezes (AG) em 4X4. Uma das vezes com uma senhora cascata!
Desde os Neanderthais que ninguém deve ter nascido propriamente ali [:D] Assim deduzo que sejas de uma terrinha próxima.
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Mensagem Post: #17 a domingo 06 nov 2011, 19:07 

Re: Vou à Terra

jasafara Escreveu:Assim deduzo que sejas de uma terrinha próxima.

Cercal do Alentejo. Quando puto, pegar na bicicleta e vir até este local era uma banalidade de muitas tardes... [:P]
Belos Tempos!
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Mensagem Post: #18 a domingo 06 nov 2011, 19:17 

Re: Vou à Terra

SUp3rFM Escreveu:Nascido em Lisboa, mas com o coração no Norte, no verde Minho e no azul do Porto.

A cache da "minha terra", a aldeia da Âncora, neste caso do meu querido avô, seria a Paço - Rio Âncora, do jotapesantos, onde passava tardes e tardes quando era criança com os meus pais e avós. Um local mágico que muitas recordações me traz. Mais tarde, também na mesma zona, destacaria a Forte do Cão [Vila Praia de Âncora] do marioafonso. Pescarias com o meu avô e tios que mais tarde evoluiram para umas surfadas valentes naquelas ondas.

Évora para fim também representa longas férias de verão passada na casa da minha avô, numas casas que já não existem Fora das Portas d' Avis, a brincar com primos e primas e a fazer longos passeios de bicicleta. Muitas das vezes até à Igrejinha a acabar com uns belos banhos na barragem do Divor.

Na verdade reparei agora que a Lusitani: Alentejo Central fica a cerca de 100m de onde eu passei muitos bons momentos e a outros 100m de onde ainda hoje mora uma tia minha e dois primos...
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Mensagem Post: #19 a domingo 06 nov 2011, 20:08 

Re: Vou à Terra

Para mim não é só "Vou à Terra"!
É um "lavar a Alma". Passando "o Paralelo de Coruche" tudo muda, todas as maleitas são curadas, inexplicavelmente todas as constipações, dores nas "cruzes" e demais "achaques" miraculosamente se desvanecem...
O cheiro a terra, a terra molhada, o cheiro do gado (sim, sei que é estranho!) os sabores, o cheiro das lareiras das casas, que o fumo que se escapa das chaminés se encarrega de dispersar pela vila... Acho que só um alentejano compreende...
A infância e parte da adolescência vivida no Alentejo marcaram-me... e moldaram-me.
Chegadas as férias "grandes"(para os mais novos: as férias de Verão eram 3 meses!! Queriam, não era? :D Não queria praia, queria ir para o campo com o meu avô. Aparelhar a junta de vacas ao último carro de bois que existia na Vila e cujos aros de ferro que constituíam as rodas anunciavam "à légua" a nossa chegada.
"Ouvir" os campos de arroz a crescer, correr atrás dos bezerros e apanhar fruta das árvores (quais químicos qual quê!). Ir à noite, com os amigos, aos pássaros, de "flauber" em punho, beber água das fontes, chegar a casa à noitinha completamente sujo, tipo mineiro, correr pelos canais de rega, apanhar rãs e cobras de água e nadar naquela ribeira de água límpida e fazer um intervalo nas "natações" para ir mesmo ali ao lado roubar uma melancia para matar a sede... Saltar da ponte para a correnteza... Apanhar barbos à mão...
Como em Mora as caches que existem são minhas não vou indicar nenhuma. São caches despretensiosas, nada de especial, mas talvez agora se perceba (talvez até eu agora perceba) porque as coloquei. Representam um pouco de mim. Só isso.
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Mensagem Post: #20 a domingo 06 nov 2011, 20:55 

Re: Vou à Terra

elpombero Escreveu:Para mim não é só "Vou à Terra"!
É um "lavar a Alma". Passando "o Paralelo de Coruche" tudo muda, todas as maleitas são curadas, inexplicavelmente todas as constipações, dores nas "cruzes" e demais "achaques" miraculosamente se desvanecem...
O cheiro a terra, a terra molhada, o cheiro do gado (sim, sei que é estranho!) os sabores, o cheiro das lareiras das casas, que o fumo que se escapa das chaminés se encarrega de dispersar pela vila... Acho que só um alentejano compreende...
A infância e parte da adolescência vivida no Alentejo marcaram-me... e moldaram-me.
Chegadas as férias "grandes"(para os mais novos: as férias de Verão eram 3 meses!! Queriam, não era? :D Não queria praia, queria ir para o campo com o meu avô. Aparelhar a junta de vacas ao último carro de bois que existia na Vila e cujos aros de ferro que constituíam as rodas anunciavam "à légua" a nossa chegada.
"Ouvir" os campos de arroz a crescer, correr atrás dos bezerros e apanhar fruta das árvores (quais químicos qual quê!). Ir à noite, com os amigos, aos pássaros, de "flauber" em punho, beber água das fontes, chegar a casa à noitinha completamente sujo, tipo mineiro, correr pelos canais de rega, apanhar rãs e cobras de água e nadar naquela ribeira de água límpida e fazer um intervalo nas "natações" para ir mesmo ali ao lado roubar uma melancia para matar a sede... Saltar da ponte para a correnteza... Apanhar barbos à mão...
Como em Mora as caches que existem são minhas não vou indicar nenhuma. São caches despretensiosas, nada de especial, mas talvez agora se perceba (talvez até eu agora perceba) porque as coloquei. Representam um pouco de mim. Só isso.


Sendo também um "rapaz" do tempo em que as férias grandes eram 3 meses, às vezes fico com os cabelos em pé (ou melhor ficaria, se os tivesse), ao ler alguns textos em que o Português sofre tratos de polé.
Por isso foi um consolo para a alma ler este magnífico texto.
Parabéns!
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