geoPelegrins à Lupa - A entrevista


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Mensagem Post: #1 a quarta 10 ago 2011, 17:46 

geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Está já disponível no Portal a entrevista aos geoPelegrins. Fica aqui uma versão em PT e em ES.
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No passado dia 25 de Julho a geo-comunidade ficou de olhos postos na Catalunha! Esta província autónoma espanhola viu nascer um mega trail de 1001 caches ao longo do Caminho de Santiago, uma rota que por si só já atrai milhares de caminhantes do mundo inteiro, todos os anos. Os geocachers têm agora a possibilidade de trilhar o mais antigo itinerário cultural da Europa, praticando simultaneamente o seu hobbie favorito! O GeoPt.org conversa hoje com Sònia Oliveras i Artau, uma das responsáveis por este projecto!

Olá Sònia! Gostava de te perguntar em primeiro lugar quem são os geoPelegrins, responsáveis pela parte criativa e conceptual deste mega roteiro catalão de geocaching?

Somos um conjunto de 20 equipas de geocaching Catalãs, a maior parte com uma longa experiência na prática deste jogo. O que nos uniu foi a vontade de realizar um grande projecto que se tornasse referência na Europa, com reconhecida qualidade, e que servisse de propósito para os geocachers conhecerem a Catalunha sob uma perspectiva diferente.

Podes-nos explicar como nasceu a ideia deste mega trail de geocaches? Como surgiu a vontade de criar um itinerário de geocaching no trilho mítico do Caminho de Santiago?

Um pouco como começam todas as loucuras colectivas: alguém atirou uma ideia para o ar, comentou-a em privado, a ideia circulou entre um pequeno núcleo de equipas durante um dos habituais eventos de geocaching que costumamos programar aqui na Catalunha. Muito rapidamente gerou-se uma expectativa, nasceu a vontade e firmou-se um compromisso. Desde o início ficou decidido que as equipas que viessem a integrar o projecto assumiriam dois objectivos: a ambição por um projecto de grande envergadura, bem executado; e a paixão em promover a Catalunha. Juntando ambas as ideias, o brainstorming colectivo identificou de imediato o Caminho de Santiago como meta, de um extremo ao outro da Catalunha, e assim nasceu o projecto CSJ (Camí de Sant Jaume).
Provavelmente, a chave para que este projecto se tenha concretizado num período de tempo tão curto, está na combinação de vários factores: o compromisso para com o projecto, a diversidade das pessoas que se dedicaram ao geoPelegrins, a atitude democrática para conseguirmos padrões consensuais e a liberdade que as equipas tiveram para expressar o seu talento como geocachers, no desafio pelo qual se responsabilizaram.

Planear um roteiro de mais de 1000 caches é um projecto muito ambicioso! Podemos ver na vossa página http://es.geopelegrins.cat algumas fotografias e explicações sobre a elaboração dos containers, logbooks e geoSelos, totalmente caracterizados à imagem do projecto geoPelegrins! Como organizaram a produção, e como foram distribuídos os containers pelas várias etapas do percurso

Embora o vídeo do making-of possa transmitir a sensação de uma produção em série, a verdade é que não foi assim! O trabalho de concepção e fabrico das diferentes componentes das caches (containers, logbooks, camuflagens, carimbos, stashnotes, etc) foi bastante artesanal e esteve distribuído entre todas as equipas. Depois de chegarmos a um acordo de base, onde convencionamos os 4 tipos de containers e os 3 tipos de logbooks a usar, bem como alguns critérios comuns na forma de esconder as caches (distância média entre caches, coordenadas a delimitar as etapas, procedimento, esconderijos a evitar, etc.), cada equipa assumiu a responsabilidade em reunir o material de que necessitava e dedicou-se de forma completamente autónoma a produzir as caches, a escondê-las e a determinar as coordenadas.

Depois de identificadas as etapas nas quais ia ser dividido o projecto, cada equipa assumiu o compromisso de criar e manter uma das referidas etapas. Uma das primeiras actividades realizadas consistiu no reconhecimento pedestre dos quase 400 kms de itinerário. As equipas responsáveis de cada etapa planearam várias saídas de terreno, que eram atempadamente divulgadas aos restantes geoPelegrins, de forma que outras equipas se pudessem juntar aos trabalhos de reconhecimento em função da sua disponibilidade.

Um dos elementos chave para o sucesso, a boa organização e o cumprimento do timing previsto, foi o uso de ferramentas on-line partilhadas: calendários, folhas de cálculo, grupos e contas de correio electrónico…e, é claro, não faltaram as reuniões presenciais, que foram escassas mas muito produtivas, e por ocasião acabaram por ser uma boa desculpa para irmos à procura de algumas caches pela zona.
Talvez o que melhor caracteriza os geoPelegrins é a sua total independência: todo o material produzido para o projecto (logbooks, ficheiros GPX, cadernos de bordo, Web, logótipos, stashnotes, carimbos…) foi desenhado por alguns de nós. E aquilo que não pudemos fabricar (como os containers), foi auto financiado. A logística de compras acabou por se revelar muito eficiente, deste modo o contributo económico que cada equipa teve que conceder foi realmente muito razoável.

Contando com a supervisão e coordenação do projecto, a produção dos containers e material de apoio, a colocação no terreno e a elaboração das listings, tens uma ideia do número total de pessoas que foram envolvidas na realização deste projecto?

O grupo geoPelegrins é actualmente formado por 20 equipas, o que na prática se traduz em aproximadamente 40 pessoas. Contudo, há que ter em conta aquelas equipas que nos prestaram pontualmente apoio ao longo da realização do projecto; entre umas e outras, foram possivelmente mais de 50 pessoas que colaboraram, tornando possível a concretização deste projecto.

Desde a ideia original até à publicação das caches, quanto tempo ao todo demorou o desenvolvimento do projecto geoPelegrins?

A primeira reunião que serviu para definir as equipas que viriam a incorporar o projecto CSJ, teve lugar em Fevereiro de 2011. Assim, passaram 5 meses desde que se iniciou o projecto até ao momento em que foi publicada a série, numa data emblemática: 25 de Julho, dia de Santiago.

Ao longo do percurso os geocachers terão oportunidade de encontrar, em cada etapa, uma letterbox com um geoSelo, que poderão carimbar na geoCredencial fornecida na vossa página! Esta é uma analogia ao passaporte do Pelegrino? Com que intuito criaram esta geoCredencial?

Efectivamente, houve o cuidado de estabelecer analogias entre a peregrinação a Santiago e a realização da série de geocaching CSJ. Para além de nos mantermos fiéis ao traçado do caminho e estruturar as etapas de forma a coincidirem com etapas clássicas do mesmo, achamos que os geocachers se sentiriam mais próximos do papel de peregrino se pudessem imitar alguns dos seus rituais. Em conversas com membros de associações de peregrinos surgiu a ideia de fazer uma geoCredencial que fosse carimbada ao longo do caminho, na proporção de um selo por etapa. A diferença entre a credencial do peregrino e a geoCredencial, é que nesta última o conjunto de selos acaba por formar um desenho com o traçado completo da série. Cada selo tem o seu espaço reservado na geoCredencial. Colocamos uma nota explicativa em cada letterbox-hybrid, que contém um carimbo. Pelo feedback de que dispomos, 10 dias depois da publicação da série, a geoCredencial está a ser um grande sucesso.

1001 caches é um número especial e simbólico! Com uma quantidade de caches tão significativa, qual é a vossa estratégia para a manutenção dos containers? Quem são os responsáveis pela supervisão da saúde das caches e reposição de logbooks?

Estabelecemos um protocolo de manutenção, que neste momento se encontra na fase alfa, e que depois de testado e corrigido dará lugar a um protocolo definitivo. Na sua essência, as equipas responsáveis pela concepção e pela colocação de cada secção são também responsáveis pelo acompanhamento das incidências, pela verificação no terreno, pelas correcções que se afigurem necessárias (melhorias na camuflagem, ajustes no esconderijo, substituição, etc), actualização de listings e também da actualização da base de dados que nos serve de referência para produzirmos os cadernos de bordo e os ficheiros GPX. Contudo, as restantes equipas são co-responsáveis na manutenção no terreno, e por isso trazem consigo material de reparação e de reposição quando visitam o percurso, quer se trate da etapa pela qual são responsáveis, quer se trate de outro troço da série. Além disso, existe uma monitorização contínua do conjunto de caches, para assegurar que nenhuma tenha que ser desactivada, e uma equipa de informáticos está encarregue da execução de novas versões dos cadernos de bordo, ficheiros GPX e Web, onde são corrigidas coordenadas e onde se descrevem as melhorias de que as caches foram alvo.

Sònia, alguns geocachers lamentam a aparição dos chamados geo-powertrails, pois consideram que a massificação dos containers é uma menos valia para o jogo, ao referenciar locais de interesse reduzido, ou mesmo nulo. Argumentam também que, com o passar do tempo, a manutenção às caches perde muitas vezes a eficiência, correndo-se o risco de ver crescer o tão indesejado geo-litter. Qual é o teu ponto de vista sobre este tema? A vossa equipa ponderou estas questões ao longo da elaboração do projecto?

Sem dúvida, a filosofia do projecto geoPelegrins não se enquadra na realização de um powertrail que faça crescer rapidamente as estatísticas de “found it” das equipas que o visitam. A prioridade, como foi comentado atrás, era procurar um eixo de referência histórico e cultural; adaptamo-nos a ele, assumindo assim uma grande variedade nas condições de terreno e na disponibilidade de esconderijos. Ainda que tenhamos tido o cuidado de unificar toda a série, os responsáveis de cada uma das 16 etapas tiveram uma grande liberdade na escolha dos esconderijos e nos procedimentos de camuflagem. De certa forma, a grande variedade de caches ao longo de toda a série, bem como a heterogeneidade de paisagens e de climas que atravessa, fazem com que esta rota se afaste definitivamente do conceito de “powertrail”, palavra que provavelmente não é muito adequada para definir o projecto CSJ. Na realidade, a experiência no terreno dos geocachers que venham visitar o conjunto da série será variada, já que, embora haja uma lógica comum no projecto CSJ, quer ao nível técnico que do ponto de vista da filosofia, na prática em cada secção o geocacher vais enfrentar desafios diferentes, que foram projectados por equipas distintas; assim, de certa forma o CSJ também pode ser encarado como uma sucessão de 16 séries de caches. Talvez todo este projecto possa resultar numa metáfora sobre a forma como, há 1000 anos, os contributos de diferentes territórios europeus permitiram criar o Caminho de Santiago, e como este foi, por sua vez, um dos elementos culturais unificadores da Europa.

Como descreves o geocaching na Catalunha? É uma região dinâmica, com uma comunidade entusiasta e activa? Encontros e eventos são habituais no vosso geo-calendário?

A Catalunha é, juntamente com Portugal, o território Ibérico com mais densidade de caches e de geocachers. A curva de crescimento da prática deste jogo na Catalunha é exponencial, e está neste momento em plena fase de acelerada expansão. No espaço de dois anos, o número de caches existentes praticamente quadruplicou. No entanto, a série não gerou qualquer efeito de saturação de caches; o projecto CSJ cruza precisamente zonas da Catalunha interior onde praticamente não existia actividade de geocaching. Por outro lado, nas zonas de maior densidade, como as zonas urbanas, assumimos não colocar caches, para possibilitar que novos geocachers locais (alguns dos quais, esperamos, possam surgir com a passagem do CSJ nas suas localidades) tenham espaço para por à prova o seu geo talento.

Na tua opinião, o projecto geoPelegrins é um bom cartão de visita para estrangeiros que pretendem visitar a vossa região? O que é que os geocachers ficarão a conhecer da Catalunha ao realizar este percurso?

A Catalunha tem um enorme potencial turístico, que se deve em parte a 4 ícones de grande prestígio: Barcelona, Pirenéus, Costa Brava e Costa Dourada. No entanto, dispõe de um potencial mais vasto e pouco explorado além de Barcelona, da neve, do sol e da praia. O nosso projecto chega numa altura em que o governo catalão pretende introduzir mudanças no paradigma turístico do nosso país, projectando-o claramente até às zonas do interior e realçando o seu extraordinário e diverso património natural, cultural e histórico. O Caminho de Santiago é um eixo que transpõe território, história e património, e representa uma verdadeira aposta para o nosso governo. Não será ao acaso que a série CSJ passa justamente por aqui.

Pensas que o projecto geoPelegrins poderá servir de ponto de partida para iniciativas semelhantes em outras regiões? Poderá haver continuidade deste roteiro de geocaching em outras etapas ao longo do caminho, quem sabe até Santiago de Compostela?

Eh eh eh...Uma semana apenas depois da publicação do projecto CSJ, verificamos que em alguns fóruns franceses já se especula sobre a possibilidade de haver continuidade da série na parte do caminho localizada em terras de Gália. Tomara que este projecto vá para a frente e que o possamos geminar com o nosso! Por outro lado, a nossa série acaba praticamente no limite com a região Aragonesa, é portanto um piscar de olho aos geocachers vizinhos, esperamos que se animem. Por fim, é bom lembrar que outros dois trechos do caminho de Santiago, que percorrem Castela e Leão, contam com respectivas séries de caches, neste caso sob o patrocínio do governo castelhano - leonês. De recordar também que em França existe uma série de 29 caches num pequeno troço do caminho aragonês.
A verdade é que, se alguém ganhar ânimo para dar continuidade geográfica à serie, de um lado ou de outro da Catalunha, os geoPelegrins terão todo o gosto em prestar ajuda e apoio.

Obrigada Sónia pela disponibilidade em responderes às nossas questões, e parabéns por este ambicioso projecto. Esperamos que muitos portugueses fiquem com vontade de partir à descoberta deste roteiro, do Caminho de Santiago e da bela região da Catalunha!

Só temos a agradecer! Sentimo-nos muito honrados pelo interesse demonstrado neste projecto, no qual depositamos muitas expectativas! Teremos muito prazer em receber os geocachers portugueses que nos queiram visitar, e disponibilizar todas as informações e auxílio que nos possam solicitar.

Estamos à vossa espera!

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Mensagem Post: #2 a quarta 10 ago 2011, 17:47 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

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Hola Sònia! ¿En primer lugar quien son los geoPelegrins, responsables de la parte conceptual y creativa de este mega plan catalán de geocaching?

Somos un conjunto de 20 equipos de geocaching catalanes, la mayoría con una extensa trayectoria en la práctica de este juego, unidos con el propósito de realizar un gran proyecto que sea un referente en Europa por su calidad, y que acerque a los geocachers a conocer una perspectiva distinta de Catalunya.

¿Puedes decirnos cómo nació la idea de este mega trail de geocaches? ¿Cómo nació el deseo de crear un itinerario de geocaching en la mítica ruta del Camino de Santiago?

Un poco como empiezan todas las locuras colectivas: alguien lanzó una idea genérica, la comentó en “petit comité”, se difundió entre un pequeño núcleo de equipos, aprovechando uno de los habituales “events” geocacheros que se celebran en Catalunya, y se generó muy rápidamente expectación, ilusión y compromiso. Desde el principio se puso de manifiesto que los equipos que se sumaron al proyecto compartían dos ideas: la ambición por un proyecto de mucha envergadura, bien ejecutado, y la pasión por dar a conocer Catalunya. Juntando ambas ideas, el brainstorm colectivo identificó desde el principio como objetivo el Camino de Santiago, de extremo a extremo de Catalunya; de ahí nació el proyecto CSJ (Camí de Sant Jaume).
Probablemente, la clave para que este proyecto haya visto la luz, y en un período de tiempo tan corto, está en la combinación de compromiso con el proyecto, la diversidad de los integrantes de geoPelegrins, la actitud democrática para conseguir unos estándares compartidos y la libertad que han tenido los equipos para expresar su ingenio geocachero en el tramo del que se han hecho responsables.

¡Podemos ver en la página http://es.geopelegrins.cat, fotos y explicaciones sobre la producción de los contenedores, logbooks y geoSellos, totalmente personalizados con la imagen del proyecto geoPelegrins! ¿Cómo organizaron la producción, y cómo fueron distribuidos los contenedores por los distintos trozos de la ruta?

A pesar de que en el vídeo making-of pueda dar la sensación de producción en serie, lo cierto es que no fue así. El trabajo de conseguir o fabricar los distintos componentes de los cachés (contenedores, logbooks, camuflajes, sellos, tarjetas identificativas, etc) fue bastante artesanal y estuvo distribuido entre todos los equipos. Una vez se fijó un acuerdo de mínimos, que concretaba los 4 tipos de contenedores y los 3 tipos de logbooks a emplear, así como unos criterios comunes de ubicación de cachés (distancia media entre cachés, coordenadas de límite entre tramos, procedimientos o lugares de ocultación descartados o no prioritarios, etc), cada equipo hizo el encargo del material que necesitaba y se dedicó de forma completamente autónoma a montar los cachés, a esconderlos y a determinar las coordenadas.
Una vez identificados los tramos en los que se iba a segmentar la serie, cada equipo asumió el compromiso de crear y mantener uno de dichos tramos. Una de las primeras actividades realizadas consistió en la exploración a pie de los casi 400 kms del itinerario. Los equipos responsables de cada tramo planificaron varias salidas de terreno, informadas al resto de geoPelegrins, de manera que se incorporaban a las exploraciones otros equipos en función de
su disponibilidad.

Uno de los elementos clave de la buena organización y del cumplimiento del timing previsto fue el empleo de herramientas online compartidas: calendarios, hojas de cálculo, grupos y cuentas de correo electrónico... Y, por supuesto, no han faltado la reuniones presenciales, que fueron pocas pero muy resolutivas, y en ocasiones acababan siendo una excusa para buscar algún caché por la zona.
Tal vez lo que más caracteriza a geoPelegrins es el de su completa independencia: todo el material producido para el proyecto (logbooks, ficheros GPX, libros de ruta, web, logotipos, tarjetas identificativas, sellos...) ha sido diseñado por alguno de nosotros. Y aquello que no hemos podido fabricar (como los contenedores) lo hemos autofinanciado. La logística de compras ha resultado muy eficiente, por lo que la aportación económica que ha tenido que hacer cada equipo es realmente muy razonable.

¿Contando con la supervisión y coordinación del proyecto, la producción de contenedores y material de apoyo, la colocación en el terreno y la elaboración de las páginas web, tienes una idea del número total de personas que han participado en la realización de este proyecto?

El número de equipos que constituye actualmente el grupo geoPelegrins es de 20, tras los cuales hay aproximadamente unas 40 personas. Además, hay que tener en cuenta a aquellos equipos que nos prestaron apoyo en momentos puntuales a lo largo de la gestación del proyecto; entre unas y otras, probablemente son más de 50 las personas que han hecho posible que este proyecto viera la luz.

¿Desde la idea original hasta la publicación de los caches, cuánto tiempo ha pasado en el desarrollo del proyecto geoPelegrins?

La primera reunión en que se constituyó el núcleo de equipos que se incorporaron al proyecto CSJ tuvo lugar en febrero de 2011. Por tanto, pasaron 5 meses desde que se inició el proyecto hasta el momento que se publicó toda la serie en una fecha emblemática: el 25 de julio, día de Santiago.

A lo largo de la ruta los geocachers tendrán la oportunidad de encontrar, en cada trozo, una letterbox con un geoSello, que podrá timbrar en la geoCredencial de vuestra página web.

¿Se trata de una analogía con el pasaporte del Peregrino? ¿Con qué objetivo crearon esta geoCredencial?

Efectivamente, hemos tratado de establecer analogías entre la peregrinación a Santiago y la realización de la serie de geocaching CSJ. Aparte de ser fieles al trazado del camino, y estructurar los tramos haciéndolos coincidir con las etapas clásicas del mismo, pensamos que sería una buena forma de que los geocachers se pusieran en la piel de un peregrino si imitaban algunos de sus hábitos. De charlas con miembros de asociaciones de peregrinos surgió la idea de hacer una geoCredencial que se fuera sellando a lo largo del camino, a razón de un sello por tramo. La diferencia entre la credencial de peregrino y la geoCredencial es que en esta última, el conjunto de sellos acaban constituyendo un dibujo con el trazado completo de la serie. Cada sello tiene reservada una ubicación específica en la geoCredencial. Hemos ubicado una tarjeta explicativa en cada letterbox-hybrid que contiene un sello. Por el feedback
que disponemos, 10 días después de la publicación de la serie, la geoCrecendial está siendo todo un éxito.

¡1001 cachés es un extraordinario y simbólico número! Con una cantidad tan significativa de cachés, ¿cuál es vuestra estrategia para el mantenimiento de los contenedores? ¿Quién son los responsables de la supervisión de la salud de los cachés y el reemplazamiento de los logbooks?

Hemos establecido un protocolo de mantenimiento, que ahora mismo se encuentra en versión alfa, y que una vez testado y corregido, dará lugar al protocolo definitivo. En esencia, los equipos responsables del diseño y colocación de cada tramo son también los responsables del seguimiento de incidencias, verificación en terreno, corrección si es preciso (mejora de camuflaje, reubicación, restitución, etc), actualización de listings y de la actualización de la base de datos con la que confeccionamos los libros de ruta y los ficheros GPX. Asimismo, el resto de equipos son solidariamente corresponsables del mantenimiento en terreno, por lo que llevan consigo material de reparación y reposición cuando visitan la ruta, sea o no el tramo del
que son responsables. Además, existe una monitorización continua del conjunto de cachés, para evitar que ninguno deba ser inactivado, y un equipo de informáticos se encarga de la ejecución de nuevas versiones de libros de ruta, ficheros GPX y web, en las que se corrigen coordenadas o se expresan las mejoras que experimentan los cachés.

Sònia, algunos geocachers lamentan la aparición de los llamados geo-powertrails, porque consideran que la masificación de los contenedores es un menor valor añadido al juego al hacer referencia a lugares de interés reducido, o incluso nulo. También sostienen que, con el tiempo, el mantenimiento de los cachés pierde la eficiencia, con el riesgo de ver crecer el geo-litter (geo-basura). ¿Cuál es tu opinión sobre este tema? ¿Su equipo reflexionó sobre estas cuestiones durante la preparación del proyecto?

Sin duda, la filosofía de geoPelegrins no está dirigida a la realización de un powertrail que haga crecer rápidamente las estadísticas de “found it” de los equipos que la visiten. La prioridad, como se comentó antes, era buscar un eje de referencia histórico y cultural; nos hemos adaptado a él, asumiendo por tanto una gran variabilidad en las condiciones del terreno y en la disponibilidad de escondites. Si bien hemos cuidado dar una presencia unitaria a toda la
serie, los responsables de cada uno de los 16 tramos han tenido una gran libertad a la hora de escoger escondites y procedimientos de camuflaje. En cierta forma, la enorme variedad en cachés a lo largo de toda la serie, así como la heterogeneidad de paisajes y de climas que atraviesa, hacen que esta ruta se aleje completamente de los conocidos como “powertrails”, palabra que, probablemente, no es muy adecuada para definir el proyecto CSJ. De hecho, la
experiencia en terreno de los geocachers que visiten el conjunto de la serie será dual ya que, a pesar de que existe una lógica común en el CSJ, tanto técnica como filosófica, en cada tramo el geocacher se va a tener que enfrentar a retos diferentes, que son aquellos que ha preparado el equipo que lo ha diseñado; por tanto, en cierta forma, el CSJ también se puede llegar a experimentar como una sucesión de 16 series de cachés. Tal vez todo esto pueda resultar una metáfora apropiada acerca de cómo, hace 1000 años, las aportaciones de distintos territorios europeos permitieron conformar el Camino de Santiago, y cómo éste fue, a su vez uno de los elementos culturales aglutinadores de Europa.

¿Cómo describes el geocaching en Catalunya? ¿Es una región dinámica, con una comunidad activa y entusiasta? ¿Meetings y eventos son habituales?

Catalunya es, junto con Portugal, el territorio ibérico con más densidad de cachés y de geocachers. La curva de crecimiento de la práctica de este juego en Catalunya es exponencial, ahora mismo está en plena fase acelerativa. En dos años se ha multiplicado casi por 4 el número de cachés existentes. A pesar de ello, la serie no ha generado ningún efecto de saturación de cachés. Precisamente, el CSJ cruza zonas de la Catalunya interior en las que prácticamente no había actividad geocachera. Por otra parte, en las zonas de más densidad, como son las urbanas, hemos decidido directamente no poner cachés, para posibilitar que los nuevos geocachers locales (algunos de los cuales esperamos que surjan del paso del CSJ por sus localidades) tengan espacios para desarrollar su ingenio geocacher.

En tu opinión, el proyecto geoPelegrins ¿es una buena tarjeta de presentación para los extranjeros que deseen visitar la zona? ¿Qué habrán visto de Catalunya los geocachers después de llevar a cabo este viaje?

Catalunya es una potencia turística, debido en parte a que dispone de 4 marcas de mucho prestigio: Barcelona, Pirineus, Costa Brava y Costa Daurada. Sin embargo, tiene un enorme y desconocido potencial más allá de Barcelona, de la nieve, del sol y de la playa. Nuestro proyecto llega en un momento en que el gobierno catalán pretende conseguir un cambio en el paradigma turístico de nuestro país, proyectándose más hacia el interior y hacia su extraordinario y diverso patrimonio natural, cultural e histórico. El Camino de Santiago es un eje que aglutina territorio, historia y patrimonio, allí donde la Generalitat tiene puesta la mirada en su nueva estrategia. No es una casualidad que la serie CSJ pase justo por ahí.

¿Cree usted que el proyecto geoPelegrins puede servir como punto de partida para otras iniciativas similares en otras regiones? ¿Puede haber continuidad de esta ruta de geocaching en otros trozos del camino, quien sabe, hasta Santiago de Compostela?

Jajaja... Hace una semana de la publicación del CSJ, y ya hemos podido comprobar cómo en algunos foros franceses se está especulando con la posibilidad de darle continuidad a nuestra serie en la parte del camino que se ubica en tierras galas. Ojalá cuaje ese proyecto y lo podamos hermanar con el nuestro. Por otra parte, nuestra serie acaba casi en el límite con Aragón; es un guiño a los geoachers aragoneses; esperemos a que se animen. Además, hay que recordar que dos tramos más del camino de Santiago, que transcurren por Castilla y León, cuentan con respectivas series de cachés, en este caso bajo el patrocinio del gobierno castellano-leonés. Y que en Francia existe también una serie de 29 cachés en un pequeño tramo del camino aragonés.
La verdad es que, si alguien se anima a dar continuidad geográfica a la serie, a un lado y otro de Catalunya, los geoPelegrins estaremos encantados de darles nuestro apoyo.

Gracias Sònia por la disponibilidad para respuesta a nuestras preguntas y felicitaciones por este ambicioso proyecto. Esperamos que muchos portugueses estean dispuestos a salir en descubierta de esta ruta del Camino de Santiago y la guapa región de Cataluña.

Gracias a vosotros; nos sentimos muy honorados por vuestro interés en este proyecto en el que hemos volcado muchas ilusiones. Estaremos encantados de acoger a los geocachers portugueses que nos visiten, y darles toda la información y apoyo que nos pidan. ¡Les esperamos!

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Mensagem Post: #3 a quarta 10 ago 2011, 17:55 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Adorei! [8D]
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Mensagem Post: #4 a quarta 10 ago 2011, 19:28 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Gostei bastante da entrevista e do bom-senso com que o projecto foi concretizado, privilegiando as zonas rurais com menos densidade de caches em detrimento de zonas urbanas já densamente povoadas. Aplaudo a capacidade organizativa e o mérito de terem colocado o projecto em prática. Um óptimo exemplo para todas as comunidades [^]
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Mensagem Post: #5 a quarta 10 ago 2011, 20:44 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Sem dúvida um projecto de referência! Quem sabe alguém se anima lá para os lados de Ponte de Lima... ;)
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Mensagem Post: #6 a quarta 10 ago 2011, 23:59 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Ponte de Lima e não só. No distrito de Vila Real, estão a recuperar os caminhos de Santiago. No distrito de Bragança também há caminhos de Santiago.
Quem sabe se não vai nascer um PWT nestas terras com poucas caches, mas talvez das mais belas.
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Mensagem Post: #7 a quinta 11 ago 2011, 00:03 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Gilocas Escreveu:Ponte de Lima e não só. No distrito de Vila Real, estão a recuperar os caminhos de Santiago. No distrito de Bragança também há caminhos de Santiago.
Quem sabe se não vai nascer um PWT nestas terras com poucas caches, mas talvez das mais belas.

Boa ideia e boa carta de princípios! GOSTO [^]
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Mensagem Post: #8 a quinta 11 ago 2011, 00:17 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Gilocas Escreveu:Ponte de Lima e não só. No distrito de Vila Real, estão a recuperar os caminhos de Santiago. No distrito de Bragança também há caminhos de Santiago.
Quem sabe se não vai nascer um PWT nestas terras com poucas caches, mas talvez das mais belas.

Força nisso! Eu passei por algumas "setas amarelas" em locais bem bonitos ;) Também li na revista da federação que todo o percurso dentro do concelho de Mondim, com 23,7 Km, foi "arranjado", já dá um bom passeio :).
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Mensagem Post: #9 a quinta 11 ago 2011, 00:36 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Gilocas Escreveu:Ponte de Lima e não só. No distrito de Vila Real, estão a recuperar os caminhos de Santiago. No distrito de Bragança também há caminhos de Santiago.
Quem sabe se não vai nascer um PWT nestas terras com poucas caches, mas talvez das mais belas.


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Mensagem Post: #10 a quinta 11 ago 2011, 00:42 

Re: geoPelegrins à Lupa - A entrevista

Gostava de ver aqui uma analise do Torgut a esta entrevista.
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